quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ata-me (Átame!)

No próximo sábado(28/11) às 18horas o cineclube Aquiry exibirá:

Ata-me! , de Pedro Almodóvar (1989)

Sinopse
Ricky (Antonio Banderas) sai de um reformatório psiquiátrico e vai para um set de filmagens, onde Marina Osorio (Victoria Abril), uma ex-viciada em heroína e ex-atriz pornô que ele já conhecia de um bordel, está filmando um filme de terror "B" que está sendo dirigido por Maximo Espejo (Francisco Rabal), um diretor conhecido que está tentando se recuperar após ter tido um forte derrame, que o deixou preso a uma cadeira de rodas. Após o término das filmagens, Ricky invade o apartamento de Marina e lhe diz que quer ser seu marido e o pais dos seus filhos. Ele resolve deixá-la amarrada na cama até Marina aprender a amá-lo, mas diversas situações imprevistas dão um novo rumo aos acontecimentos.

Trailer


Quando: Todo sábado, às 18 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Cineclube Aquiry na Usina de Arte João Donato (Av. das Acácias, nº 01 – Distrito Industrial – Rio Branco)
Informações pelo telefone: 3229 6892

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Parente... é Serpente (Parenti Serpenti)


No próximo sábado(21/11) às 18horas o cineclube Aquiry exibirá:

Parete... é Serpente , de Mario Moncelli (1993)

Sinopse
Uma família tipicamente italiana se reúne na casa da nonna para a ceia de Natal. Separados pela distância e estilos de vida bem diferentes, tudo transcorre em clima de festa, até que as verdadeiras personalidades de cada um dos irmãos vão sendo expostas e minam aos poucos, o clima festivo. Há por exemplo, a irmã hipocondríaca e intrometida, a outra é frustrada por não ter filhos e um dos casais tem uma filha adolescente comilona que sonha em ser bailarina. O que resta da fraternidade familiar vai por água abaixo, quando os avós anunciam que decidiram morar com um dos filhos... A partir daí, começa um autêntico jogo de empurra-empurra, pois ninguém quer arcar com a responsabilidade. O que se segue, é uma comédia hilariante e muito divertida!

Quando: Todo sábado, às 18 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Cineclube Aquiry na Usina de Arte João Donato (Av. das Acácias, nº 01 – Distrito Industrial – Rio Branco)
Informações pelo telefone: 3229 6892

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

After Hours (Depois de Horas), de Martin Scorsese (1985)

No próximo sábado(14/11) às 18horas o cineclube Aquiry exibirá:

After Hours (Depois de Horas), de Martin Scorsese (1985)

Sinopse: Logo após ao expediente, programador de computadores conhece e se interessa por uma garota em um café. Marca um encontro com ela, que mora no bairro Nova-yorkino do Soho, mas, no entanto, quando vai buscá-la, uma sucessão de acontecimentos inesperados acaba tornando sua noite a pior de sua vida. Uma inteligente, inusitada e bem humorada comédia que rendera o prêmio de direção no festival de Cannes para o mestre Martin Scorsese.

Quando: Todo sábado, às 18 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Cineclube Aquiry na Usina de Arte João Donato (Av. das Acácias, nº 01 – Distrito Industrial – Rio Branco)
Informações pelo telefone: 3229 6892



“Depois de Horas” (After Hours, EUA, 1985) não é um projeto típico de Martin Scorsese, mas possui elementos consistentes com os temas preferidos do diretor. Embora tenha sido recebido pela crítica como uma espécie de filme menor, na época do lançamento nos cinemas, o longa-metragem só ganhou, em termos de respeito e credibilidade, com o tempo. A película pode ser lida como uma esquisofrênica declaração de amor a Nova York, e geralmente é assim que o público a recebe.
Para começar, “Depois de Horas” não é um drama barra-pesada, como "Taxi Driver" ou “Touro Indomável". Pelo contrário: é uma comédia de humor negro, um desses filmes satíricos, um pesadelo urbano capturado em celulóide. Este é um gênero que o diretor ítalo-americano nunca dominou muito bem. Embora seja um grande filme, cheio de lances surpreendentes e cenas hilariantes, dá para perceber uma certa hesitação por parte da montadora Telma Schoonmaker, parceira fiel de Scorsese. A montagem geralmente tem ainda mais importância na comédia: quantos segundos deve durar uma tomada? Quando cortar uma cena? Na comédia, meio segundo a mais pode fazer toda a diferença; uma cena engraçada pode virar nervosa e, com isso, perder a graça.
Há seqüências, aqui e acolá, onde se pode perceber sutis problemas de ritmo. Em determinado momento, o herói do filme, Paul Hackett (Griffin Dunne), entra num clube noturno para procurar outro personagem. O local está realizando uma festa temática sobre moicanos. Assim, ele é levado até um grupo de jovens que, barbeadores elétricos em punho, “transformam” os penteados dos freqüentadores em cortes punk radicais. Ocorre que Pasul não quer cortar o cabelo, e fica aterrorizado com a situação. No contexto do filme, a cena poderia ser muito engraçada, mas a edição a tornou rápida demais, e isso esvazia boa parte do surreal da situação. Esses problema de edição, contudo, é mínimo, e não chega a atrapalhar a bela experiência que é assistir a “Depois de Horas”.
O filme narra uma noite na vida de Paul Hackett. Ele é um programador de computadores, um yuppie que veste ternos e gravatas da moda, e mora na parte chique de "Manhattan", em Nova York. Após o trabalho, ele conhece uma garota, Marcy (Rosanna Arquette), numa lanchonete. Eles flertam, Paul apanha o telefone dela, e liga assim que chega em casa. Marcy o chama para sair. A noite promete, e o rapaz pega um táxi para ir até o SoHo, um subúrbio chique lotado de artistas plásticos e freaks de diversos tipos. No táxi, todo o dinheiro de Paul sai voando pela janela. É o primeiro de uma série de incidentes surreais, que o deixam “preso” dentro do bairro durante toda a madrugada, sem conseguir voltar para casa.
Claro: ao fazer graça sobre a multiculturalidade de Nova York, o filme a celebra. “Depois de Horas” tem um feeling de “Alice no País das Maravilhas”, e vários dos coadjuvantes com quem Paul cruza durante a madrugada são tipos impagáveis; garçonetes solitárias, artistas boêmios, vendedores, homossexuais enrustidos, garçons – é uma verdadeira fauna humana, pintada de forma colorida e bem humorada. Todo esse pessoal transforma progressivamente a vida de Paul Hackett em um inferno, para delícia do espectador. “Depois de Horas” não é aquele tipo de comédia que faz a gente rir o tempo todo, mas tem um tipo de humor fino, diálogos inteligentes e uma direção de fotografia (de Michael Ballhaus) sensacional, que realça as cores fortes mesmo quando filme se passa em exteriores mal iluminados.
Reza a lenda que o antológico final do longa-metragem foi modificado várias vezes, porque Scorsese não sabia a melhor maneira de encerrar a louca aventura de Paul Hackett. O filme termina do modo que conhecemos, segundo Schoonmaker, porque o cineasta Michael Powell andava pelas filmagens com freqüência (os dois, montadora e cineasta, estavam casados) e o sugeriu. Se foi assim, acertou na mosca: não haveria maneira mais apropriada de encerrar o filme sem transformá-lo em uma tragédia que retiraria todo o humor refinado.
O DVD de “Depois de Horas” contém alguns bônus interessantes. Há um documentários de bastidores (18 minutos), essencialmente narrado por Dunne e Amy Robinson, que produziram o longa e escolheram Scorsese para dirigi-lo; é curto, mas ágil e correto. Um comentário em áudio reúne Scorsese, Schoonmaker, Dunne, Robinson e Ballhaus. Existem 8 minutos de cenas cortadas, algumas bem interessantes. O filme em si tem corte original de imagens (widescreen anamórfico) e áudio Dolby Digital 2.0 Mono, formato atrasado mas que não compromete, por ser um filme essencialmente de diálogos.

Por Rodrigo Carreiro

After Hours - Depois de Horas (14/11 )




É a história de uma noite na vida de Paul Hackett (Griffin Dunne), um operador de computador que trabalha no centro de Manhattan e odeia seu trabalho, como também não suporta sua solitária vida particular. Na noite em questão, cansado de ficar sozinho em casa, foi ler em um restaurante. Lá uma bela e encantadora jovem, que estava em outra mesa, puxa conversa dizendo que adora o livro que ele está lendo. Logo está na mesa dele e os dois conversam animadamente, parecendo compartilhar de alguns interesses comuns. Ela lhe diz que está indo para a casa de uma amiga, que é escultora e mora no Soho. Ela diz que sua amiga faz um tipo de trabalho que ela vende como peso para papel e pergunta se Paul quer comprar. Ele não tem o menor interesse, mas a mulher que está à sua frente lhe desperta muitas coisas, e assim diz que quer comprar. Como ela não sabe o preço dá o telefone de Kiki Bridges (Linda Fiorentino), a escultora, e vai embora. Já em casa, Paul liga para Kiki, usando como pretexto seu interesse por pesos para papel. Logo Kiki lhe diz que a jovem com quem falou chama-se Marcy, que vai ao telefone e sugere que ele a encontre no apartamento do Soho. Ele concorda prontamente, mas o que poderia ser uma noite agradável torna-se o início de uma noite conturbada. Os problemas já começam no caminho, quando Paul deixa voar pela janela do táxi sua única nota de vinte dólares. As ruas de Soho estão escuras e abandonadas, como um mau presságio. Marcy está passando alguns dias no apartamento de Kiki, que faz esculturas estranhas, tem gostos sexuais "excêntricos" e conversa estranhamente, ocultado ter sido queimada. No quarto de Marcy, Paul tem a conversa sucinta de um primeiro encontro e ela diz que seguramente eles terão grandes momentos. Entretanto tudo começa a dar e uma sucessão de eventos infernam a vida de Paul. Esta maré de má sorte vai em um crescendo, ao ponto de ser perseguido por uma turma que crê que Paul seja um bandido.



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Rumba...

por Celso Sabadin

Após vencerem um concurso de dança, Fiona (Fiona Gordon) e seu marido Dom (Dominique Abel) sofrem um violento acidente de automóvel. Ela perde uma perna e ele a memória. A partir daí, ambos terão de passar por uma série de adaptações físicas e mentais para continuar tocando suas vidas em frente. O mais inusitado disso tudo é que, mesmo com esta trágica sinopse, Rumba é uma comédia. Acredite se quiser. O filme é escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Fiona Gordon e Dominique Abel, atores de formação teatral que passaram a se aventurar no mundo dos longa metragens em 2005 com o premiado L´Iceberg . Rumba é o segundo longa do casal. Uma co-produção franco-belga que propõe um humor muito particular. Negro, muitas vezes cruel, quase mudo. Os enquadramentos geométricos aliados à ação praticamente sem palavras remetem imediatamente ao genial Jacques Tati. E as fisionomias impassíveis do casal, propositalmente inexpressivas, são uma clara referência ao não menos genial Buster Keaton. A mistura cai bem. Assumidamente fakes, cenários, figurinos e direção de arte denunciam as origens teatrais da dupla, ao mesmo tempo em que conferem ao filme um clima de irreverente fantasia, de faz de conta. Numa era de filmes agitados, muito barulho e excesso de câmera na mão, a calmaria gráfica de Rumba, além de bastante divertida, é muito bem-vinda.

Rumba (07/11)

No próximo sábado(07/11) às 18horas o cineclube Aquiry exibirá:

Rumba, de Dominique Abel, Fiona Gordon e Bruno Romy (2008)

Sinopse: Interior da França. Dom (Dominique Abel) e Fiona (Fiona Gordon) são um casal de professores que tem uma paixão em comum: dança latina. Porém após uma noite de competição de dança, um acidente de carro muda por completo suas vidas.

Site Oficial: http://www.rumba-film.mk2.com/

Quando: Todo sábado, às 18 horas
Quanto: Entrada franca
Onde: Cineclube Aquiry na Usina de Arte João Donato (Av. das Acácias, nº 01 – Distrito Industrial - Rio Branco)

Informações pelo telefone: 3229 6892

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Banda (Bikur Ha-Tzimoret/The Band's Visit) - 24/10/09

No próximo sábado(24/10) às 18horas o cineclube Aquiry exibirá:

O filme A Banda, do diretor e roteirista israelense Eran Korilin, que vem acumulando prêmios em diversos festivais de cinema, é uma grata surpresa e não só pela inusitada temática.
Embalado por uma bela trilha sonora ao estilo jazzístico e pela adoção de tempos estendidos, ao estilo do mestre Antonioni, e também com claras referências ao cinema de Wim Wenders, A Banda ambienta-se em uma cidade perdida no deserto israelense. O tempo parece ali parar. E é nesse estado de suspensão da ação que somos mergulhados no universo de solidão não só do lugar em si, mas muito mais dos personagens, tanto dos que chegam, os músicos, quanto dos que ali permanecem para sempre.
Ao longo do filme, quase nos esquecemos de que tais personagens pertencem a dois grupos tradicionalmente conflituosos entre si: egípcios e israelenses. E esse é o grande atrativo de A Banda, a exposição do mundo interior desses personagens, mostrados apenas como pessoas comuns, exposição esta conduzida com extrema sensibilidade, como todo o bom cinema é capaz de realizar.

Fonte: Denise Duarte

Trailer: